domingo, 30 de agosto de 2009

Parte.

[...]Acordei meio assustada de um sono conturbado, tive sonhos corridos e flashes de um túnel escuro onde eu não conseguia alcançar minha voz e gritar por socorro... Me arrastei até o banheiro e vi minha imagem refletida no espelho acima da pia. Eu estava muito abatida, de um pálido exagerado e com olheiras roxas que pareciam querer tomar conta de todo o meu rosto. Me ver naquele estado, triste e abalada, me fez ficar com ódio de Chase, afinal, a culpa de tudo isso era dele, exclusivamente dele. Fora ele quem me abandonara, fora ele quem me deixara sem explicações. A fúria percorreu minhas veias com mais intensidade, meu coração acelerou e eu marchei decidida para a sala, pisando firme. Encontrei as caixas pelo chão, vestígios seus... Perdi o controle e comecei a jogar todo o conteúdo que estava dentro das caixas pela sala. Em um ataque de fúria, voaram roupas, cds, livros e documentos. Eu parecia mais uma pessoa insana do que uma escritora de romances de 25 anos que eu era... Até que a fúria foi se transformando em culpa e lágrimas. Larguei a caixa que estava em minhas mãos, pronta para ser atirada contra a parede, sentei no chão, recostada no sofá, coloquei a cabeça entre minhas mãos e chorei feito criança. Pedi desculpas á você, mesmo sabendo que você não estava ali comigo e que talvez, nunca mais estaria... [...]

TRECHO DO MEU LIVRO :D

Por: Aoyama, Yasmin Hikari

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Aquilo que restou de mim

Meu coração está em pedaços
As lágrimas não hesitam mais em cair.
Minhas mãos fraquejam
Minha boca está seca, com palavras que eu não posso verbalizar.
Meus pés estão paralisados, minhas pernas endureceram.
Minha mente está rodando, as lembranças, a realidade, meu futuro...
O mundo está em cima dos meus ombros
Eu mal posso respirar...
Meus rosto estampa minha dor
Meu olhar foge do universo e eu pareço querer ir junto.
Minh'alma está fraca, meu espirito morreu!
Sou quem restou da solidão. Sou a solidão.

Por: Aoyama, Yasmin Hikari

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O suporte.

Não suporto teu cheiro de lavanda invadindo meus pulmões a cada lembrança.
Não suporto sentir o calor dos teus braços sem você por perto.
Eu odeio o fato de ter que pensar em você todos os dias ser, praticamente, uma obrigação.
Não suporto a idéia de ter que te amar, por não conseguir te esquecer.
Não vou consigo conviver com as memórias.
Não consigo viver satisfatoriamente sem você por perto.
Não suporto não conseguir te afastar de mim em pensamento.
NÃO TE SUPORTO MAIS.

Por: Aoyama, Yasmin Hikari