segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Opostos se distraem...

Ele entrou no salão, a música parou, ao menos para mim!
Atravessou a multidão, fez me sentir tua presença, mais do eu já sentia.
Coração acelerando, palma da mão suada, seu nome no meu coração em nanquim!
Seu olhar no meu, nossa arritimia em sintonia.
O tempo em slow motion, as pessoas dançando e a bebida quente me descia a garganta.
Finalmente, sua mão tocou a minha, que se enrigeceu por reflexo...
Você recuou, eu te olhei...
Segundos te olhando, anos para mim!
Um beijo assustado, um abraço conformado...
Sabia que aquilo não iria durar para sempre.
Você se virou e saiu pelo salão, encontrou o luar.
Antes que eu pudesse suspirar, escutei o teu uivo.
Eu te amo, lobisomem!
- eu também te amo, sanguessuga. - Imaginei você sussurrando para mim.

Por: Aoyama, Yasmin Hikari

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Medidas e medidas

Que pessoa tão certa de si mesma encontra felicidade todos os dias, todo o tempo?
Qual a fórmula, tão exata e calculável, solucionará nossos problemas?
Que dia nascerá tão seguro da sua beleza que fará todos se sentirem completos?
Ora, não sejamos tolos. Felicidade absoluta e inacábavel não existe!
Se existisse, qual seria a graça de viver nesse mundo?
Qual seria a graça de ser perfeito e encontrar perfeição em tudo?
Não existiriam surpresas... Nem a calmaria depois da tempestade.
Sem sofrimento, não haveria compaixão;
Sem a guerra, não haveria a paz...
Não posso culpar os que sofrem por quererem a paz
Assim como não posso tirar a paz daqueles que já sofreram.
A medida certa é o que nos dá o motivo.
A motivação é o que nos faz viver.
Se um dia não sofrêssemos, não daríamos o certo valor á compaixão.
Ainda bem que existe os dois lados da moeda.

Por: Aoyama, Yasmin Hikari

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Alguém olha por mim.

Meu coração foi arrancado
Meus olhos, vendados!
Minh'alma chora, meu peito grita!
Quem há de curar essa dor?
Há ele de matar minha angústia?
É mais do que calor.
É mais do que ardor
É um orgulho ferido,
é uma alma que chora, mãos vazias.
São feridas profundas, é sangue desperdiçado!
Lágrimas que correm, machucam, marcam...
A cabeça caída, caco, prostrado!
Os joelhos esfolados, a cabeça encostada no chão.
Há alguém que vá me salvar?

Por: Aoyama, Yasmin Hikari