segunda-feira, 25 de maio de 2015

Fragile bird

How come I was so tough yesterday, and now this waves flush me?
My heart is sore and my head is aching
My body wants to curl up in the cold ground and cry... just cry
Will somebody hold me?
And yet, it wouldn't be enough...
Face it: you can see no choice but to be brave
This fragile bird will have to pick up its wings and fly
There's no time for grief, there is no time for sorrow
.
.
.
But not today, I whisper... don't make me live, just not today
Let this broken one be broken... just for once
And maybe if I close my eyes, it will all go away


Aoyama, Yasmin Hikari

terça-feira, 19 de maio de 2015

Eterno, imutável pesadelo

Lá de cima vejo as luzes vermelhas piscando, o farol alto.
Três figuras... me julgam, me condenam, roubam minha alma.
Vozes, apelos, um choro que não sai: eu perco a noção de espaço
Como nos tornamos tão imbecis? Sua voz cala o restante, me afaga
Então vamos, coração na mão e nó na garganta
Minha cabeça gira... e daqui pra frente? Quando vou retornar? Não sei... Nunca?
Ouço risos, sinto o deboche, me arrepia a pele
Assumo, arco com as consequência, assino embaixo: cometi.
Mais uma vez, vamos... cabeça entre as mãos e suor frio
Não me condeno, não passo a grade à minha frente
Letal: aconteceu! E então somos despejados de volta
Eu tremo e temo. Estamos nos mesmo barco, nos abraçamos
Temos que enfrentar o que nos aguarda sob a luz da sala
E vai doer, talvez até mais que o peso sobre os nossos pulsos naquele banco frio de concreto
Mas vai passar...
Os dias passam... as horas correm. A espera tormenta e vai perdurar, eu sei
Cada uma das quinhentas mil agulhas que perfuram meu corpo eu sinto, uma a uma
Eu tento, mas meus joelhos cedem e meu olhos escoam
O relógio grita e o calendário me impede: não sou mais até que cheguem à minha casa, só então poderei respirar novamente
Fico no aguardo, às custas da minha sanidade

Aoyama, Yasmin Hikari