segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Conto de antigamente.

Senta aqui, deixa eu te contar uma história...
Uma vez, eu te amei com todo o meu coração, com todo o meu ser.
E nessa mesma vez, você jogou meus sentimentos no vento, fechou a porta na minha cara e nunca mais me disse nada...
Deixa eu te contar como eu me senti insegura e acabada.. Como eu senti que nada mais fosse valer a pena...
Lembra quando a gente prometeu eternidade um pro outro? Lembra que você foi embora e o pra sempre não durou nada?
Senta aqui, deixa eu sentir o teu cheiro pela ultima vez. Eu juro que é a ultima!
Deixa eu te abraçar e falar o quanto eu te amei e que agora eu não posso mais guardar isso em segredo...
Deixa eu enroscar os meus dedos no teu cabelo, deixa eu beijar a tua boca por inteiro...
Senta aqui, vamos conversar...
Você sentiu alguma coisa por mim? Você alguma vez deitou a cabeça no travesseiro molhado de lágrimas por saber que não me veria mais?
Eu sim, muitas vezes...
Me conta tua história, me deixa saber o que te fez assim, tão fechado!
Senta aqui, deixa eu te amar, uma ultima vez.
Porque agora quem vai embora sou eu. Não vou mais sentar e te esperar.
Estou partindo pra um outro lugar!
Senta aqui, vamos conversar...

Por: Aoyama, Yasmin Hikari

domingo, 13 de dezembro de 2009

Agradecendo ás reclamações.

Fechou a porta, jogou as chaves no sofá.
Abriu a geladeira, pegou uma cerveja, sentou nas chaves sob o sofá.
Reclamou da vida, reclamou da dor, jogou as chaves no tapete.
Pegou o controle, aumentou o volume, dormiu na sala.
Acordou assustado, levantou depressa, pisou nas chaves...
Reclamou da vida, reclamou da dor, jogou as chaves de volta no sofá.
Tomou banho, foi pra quarto, passou a noite se revirando no calor.
Acordou cedo, preparou o café, passou manteiga no pão.
Pegou as chaves, ligou o carro, trabalhou.
Cansado, abriu a porta, pendurou as chaves ao lado da porta.
Abriu a geladeira, não tinha cerveja...
Reclamou da vida, reclamou da sede, voltou á sala.
Com raiva, sem cerveja e sem futebol, jogou o controle no tapete.
Levantou bufando, pisou no controle, cortou o pé
Reclamou da vida, reclamou da dor, chutou o controle para longe.
A campainha tocou, era ela.
Abriu a porta, beijou seus lábios, entrou aos abraços na sala.
Jogo-a no sofá, caíram no tapete, rolou com ela pela casa ...
Agradeceu a vida, agradeceu o prazer, jogou-a na cama!

Por: Aoyama, Yasmin Hikari

Sinopse

Talvez eu seja aquilo que você já espera escutar, mas quando escuta, acha totalmente diferente.
Por: Aoyama, Yasmin Hikari