segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Cacos e fato.

A menina não parava quieta... Ia de um lado para o outro, tentando achar alguma solução para os seus inúmeros problemas. Não que os outros não percebessem o que acontecia com ela; ela não transparecia, mas ninguém parecia se importar com a sua inquietação. Ela jurava que podia lidar com tudo sozinha. Jurava que aquela bomba que guardava dentro de si nunca iria explodir. Até que... BUM! Ela parou de andar e sentiu a explosão. Gritou... AAAAAAAAAAAH! E um AI, bem baixinho... Chorou... Feito criança quando perde a chupeta... E caiu no chão em um baque surdo e doloroso. De novo, ninguém se importava... Mas nem ela, pelo menos não agora... Era melhor assim... Chorou e esperneou mais um pouco, depois pegou suas coisas que haviam caído pelo chão, inclusive as que haviam quebrado. Pegou tudo e se reergueu. Foi arrumando as coisas pelo caminho, as que não queria: jogou fora. E no fundo da bolsa, achou vários pequenos cacos de alguma coisa que havia se quebrado e se quebrado em várias partes. Juntou as peças e descobriu: era seu coração. Não dava pra montar tudo de novo... Alguns cacos haviam sumido e os que restaram era pequenos demais para serem colados... Mas uma coisa quebrada, pelo menos, não pode ser quebrada de novo... Certo?
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Pobre garota... Mal sabe ela...


Por: Aoyama, Yasmin Hikari

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Atire a primeira pedra

Quem é que nunca pediu de mãos juntinhas alguém para compartilhar o frio?
Quem é que nunca imaginou correr de mãos dadas em um campo aberto?
E que fica sonhando acordado, esperando deitado e imaginando o sonhado...
Quem nunca...
Fechou os olhos e imaginou a chegada..
Apertou o travesseiro e desejou muito forte que ele se transformasse em alguém.
Vestiu as meias, pensando que alguém poderia esquentar seus frios pés pelo calor do toque.
Quem nunca?
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Eu já...

Por: Aoyama, Yasmin Hikari